Renda fixa você sabe o que é? Preparamos este artigo para lhe explicar tim tim por tim tim, e ao terminar a leitura, você saberá responder essa pergunta que te fizemos.
E de quebra vai aprender como funciona
esta classe de ativos que compõem esta modalidade de investimento.
O que é Renda Fixa?
A renda fixa não é um nome como muita
gente pensa, mas é um termo de classificação, ou seja, ele serve para
classificar um determinado tipo de produto.
Agora você deve estar se perguntando,
mas que produtos são esses? Calma que vamos te explicar, a primeira coisa que
temos que entender é que tudo que existe dentro da renda fixa, são chamados de títulos
de renda fixa.
assim fica mais fácil entendermos quais
são os produtos que são classificados como renda fixa, são os títulos de
renda fixa, e alguns exemplos desses títulos são os CDB, RDB, LC, LCI, LCA,
CRA, CRI, FIDC, LF, DPGE, Debêntures,
temos ainda títulos públicos federais emitidos através do Tesouro Direto.
Agora que já sabemos que renda fixa é
um termo de classificação e quais são seus produtos, vamos entender porque
esses produtos ou os títulos de renda fixa, são chamados de renda fixa.
A palavra renda fixa, refere-se
a uma classe de investimentos que possui regras de remuneração definidas no
momento da aplicação ou do investimento, ou seja, a rentabilidade do título é
determinada no momento da contratação.
Por exemplo, ao se adquirir um título
de renda fixa, com juros prefixados que irão pagar ao investidor 6% de
rentabilidade ao ano, ao final do período, ou seja, na data de vencimento do
contrato, ele receberá a remuneração combinada que é o valor aplicado mais 6%.
Agora se um investidor contrata um título
pós-fixado que esteja atrelado (Que está ligado ou preso a algo) ao CDI,
não há como saber exatamente quanto o investidor vai receber ao final do
período, mas sabemos que a taxa de rentabilidade deste título, está fixada no
CDI.
Além disso, há uma coisa muito
importante que devemos saber sobre os títulos de renda fixa que é o fato
de que quando se faz um investimento em renda fixa, na verdade estamos
comprando um título de dívida.
Deste modo, podemos afirmar que quando
compramos um título de renda fixa, na verdade estamos emprestando
dinheiro ao emissor do título e em troca de receber juros por isso.
Quais as
características da Renda Fixa?
Para aprofundarmos mais o nosso
conhecimento sobre o que é a renda fixa, é preciso conhecer também as
principais características dos seus títulos.
Sendo elas:
- Segurança;
- Tributação
da Renda Fixa;
- Prazos
de Investimento;
- Remuneração da Renda Fixa.
A Segurança
Quando falamos de títulos de
renda fixa podemos dividi-los em duas classes: públicos e privados. Os
títulos públicos são as aplicações mais seguras do país, pois se trata de
emprestar dinheiro para o governo.
Lembre-se que o governo é o dono da
impressora de dinheiro e eles podem criar dinheiro do nada para pagar suas
dívidas mesmo que isso prejudique a nação inteira, gerando inflação.
Os títulos privados, por sua
vez, em sua grande maioria contam com a proteção do Fundo Garantidor de
Crédito (FGC).
O FGC é uma associação civil que
administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e
investidores, permitindo que estes possam recuperar, até um limite máximo
determinado de seu dinheiro investido, as instituições financeiras contribuem
com uma porcentagem do valor dos depósitos que corresponde a 0,01%.
O FGC permite recuperar os depósitos ou
créditos mantidos em instituição financeira, em caso de falência ou liquidação
(que é o processo de contabilidade pelo qual uma empresa é encerrada).
O Fundo Garantidor de Crédito mantém em
segurança os recursos aplicados nas instituições financeiras até o limite de R$
250 mil por CPF e por instituição financeira. O teto global para investimentos
com o mesmo CPF em bancos diferentes é de R$ 1 milhão de reais.
Uma vez sabendo que nosso dinheiro está
protegido pelo FGC, temos que ter o devido cuidado para investir acima do
limite de R$ 250 mil, pois é interessante separar o dinheiro em diferentes
instituições financeiras.
Ainda neste tema da Segurança é
muito importante ressaltar que existem alguns títulos privados que não têm a
proteção do FGC, são estes os títulos conhecidos como CRI, CRA, Debêntures
e Fundos de renda fixa.
A Tributação da Renda
Fixa
Uma grande parte dos títulos de renda
fixa são tributados pelo Imposto de Renda e além do IR eles ainda são taxados
pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Vale ressaltar que o IR é cobrado e em
determinadas situações o IOF também, logo explicaremos isso, mas agora temos
que ressaltar que a tributação da renda fixa acontece sobre a
rentabilidade do valor inicial, ou seja, do valor da compra do título de forma
regressiva, no momento do resgate do título.
A tributação da renda fixa
estará na alíquota máxima que é de 22,5% caso o investidor faça o resgate de
sua aplicação em até 180 dias a partir do dia da compra do título.
Porém se o investidor manter o título
por um período de 181 a 360 dias, poucos dias antes de completar um ano a
alíquota do imposto de renda cai para 20%.
Estando este mesmo título em sua posse
por um período de 361 a 720 dias, ou seja, 2 anos a alíquota do imposto de
renda cai para 17,5%, mas se o prazo do investimento que está em sua
posse tiver um período superior a 721 dias, a alíquota cai para 15%.
Deste modo, podemos perceber que a
tributação do IR vai diminuindo, conforme o tempo que permanecemos com um
determinado título, por isso falamos de uma taxação regressiva do imposto de
renda.
Veja a tabela regressiva de alíquotas
do IR que é usada na taxação dos investimentos:
|
Alíquota (%) |
Tempo de aplicação |
|
22,5% |
Até 180 dias |
|
20% |
De 181 a 360 dias |
|
17,5% |
De 361 a 720 dias |
|
15% |
Mais de 720 dias |
Vamos entender como funciona a taxação
do imposto sobre operações financeiras, o (IOF) é cobrado em aplicações de
curtíssimo prazo, estas aplicações têm o período de 30 dias a partir da
aplicação. O IOF pode chegar a ser de 96% sobre o rendimento e é cobrado já no
primeiro dia da aplicação, mas após 30 dias ele deixa de ser cobrado.
Também é importante saber que os
impostos sempre serão recolhidos automaticamente, no exato momento do resgate
do título, e esse resgate do imposto é feito por quem emitiu o título.
Assim o investidor não precisa se
preocupar em calcular o valor do imposto de renda a ser pago.
Os Prazos de
Investimento
Como vimos acima há títulos que nos
possibilita ficarmos com eles por muito tempo vários anos, mas porém também
podemos encontrar títulos de curto prazo.
Isso porque os títulos são diferentes
entre si, os títulos é esta diferença que possibilita que tenha no mercado
títulos de curto, médio e longo prazo.
Por este motivo é possível encontrar no
mercado, aplicações que podem ser resgatadas a qualquer momento, como é o caso
do CDB de liquidez diária.
Como também é possível encontrar
títulos de longo prazo como no caso do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050.
neste caso, o título só poderá ser resgatado em 2050.
Como vimos neste artigo, quanto mais
tempo o investidor passar com a sua aplicação intacta, menor será a taxação do
IR, em contrapartida ele terá mais tempo de rentabilidade fazendo o investidor
ter um retorno maior.
É importante lembrar que muitos títulos
oferecem a possibilidade de resgate antecipado, como é o caso do Tesouro Selic.
A Remuneração da
Renda Fixa
Como falamos no início deste artigo, os
títulos de renda fixa são uma classe de investimentos que possui regras de
remuneração definidas no momento da aplicação ou do investimento, ou
seja, é oferecer uma previsibilidade de remuneração.
Ou seja, apesar de a taxa de
rentabilidade não ser definida explicitamente, ela estará ligada a um tipo de
rentabilidade, por tanto, as regras de remuneração da rentabilidade são
previamente definidas na hora da contratação do título.
Podemos dividir a remuneração dos
títulos em três categorias:
- Juros
prefixados;
- Juros
pós fixados;
- Renda fixa híbrida.
Quais são os tipos de renda fixa?
Aqui vale a pena lembrar que podemos
dividir os títulos de renda fixa em duas categorias que são:
- Títulos
públicos;
- Títulos
privados.
Vamos agora entender como funcionam estas duas
características dos títulos de renda fixa.
Títulos Públicos
Como o nome já diz o nome, esses
títulos têm como emissor o governo, o Tesouro Nacional é quem criou o programa
do Tesouro direto. Ele é tão seguro quanto a poupança, sim você leu direito,
isso porque depois do confisco da poupança feito pelo Sarney, foram criadas
leis e mecanismos que proíbe que outros chefes de estado façam o
mesmo.
Os recursos captados com a venda dos
títulos públicos são destinados ao governo para que estes possam financiar
projetos públicos.
Existem Seis opções de títulos no
Tesouro Direto onde o investidor poderá escolher o título e o prazo
de sua aplicação que melhor se identificam com os seus objetivos.
Mas vale ressaltar que, é possível
vender os títulos do Tesouro antes do prazo, contudo, os rendimentos podem ser
inferiores ao esperado.
confira os seis diferentes títulos,
disponibilizados pelo governo:
- Tesouro
Selic;
- Tesouro
Prefixado;
- Tesouro
Prefixado com Juros Semestrais;
- Tesouro
IPCA+;
- Tesouro
IPCA+ com Juros Semestrais;
- Tesouro RendA+.
Tesouro Selic
O Tesouro Selic é um título que oferece
liquidez diária, ele também pode ser resgatado a qualquer momento.
A remuneração ou rentabilidade deste
título está atrelada à taxa de juros básica da economia (taxa Selic). Portanto,
quanto maior a taxa Selic mais alta é a rentabilidade.
Este tesouro costuma ser mais
recomendado para investir na reserva de emergência que todo investidor deveria
ter, porém é bom manter um valor inferior a R$ 10 mil reais.
Tesouro Prefixado
O tesouro prefixado tem taxa de
rentabilidade determinada no momento da compra do título. Neste caso o
investidor ficando com o título até o final do período combinado, irá receber o
que foi definido no momento do investimento.
Podemos dizer que este é o investimento
ideal para quem deseja saber exatamente o valor que irá receber no final da
aplicação.
Tesouro Prefixado com
Juros Semestrais
Este título é muito semelhante ao
Tesouro Prefixado. Isso porque o investidor sabe qual será a rentabilidade que
ele vai ganhar no momento da compra do título.
A diferença está na forma como o
investidor irá receber essa rentabilidade.
No Tesouro Prefixado com Juros Semestrais,
a rentabilidade é adiantada, o investidor recebe rendimentos a cada seis meses,
assim, ele não precisa esperar até o vencimento do título para receber. Então,
em cada semestre o investidor recebe os cupons semestrais.
Tesouro IPCA+
Os títulos do tesouro IPCA+
podem ser classificados como título híbrido. Isso porque ele paga uma taxa
de juros fixa mais IPCA que estiver em vigor no momento do resgate.
O Tesouro IPCA+ costumam pagar uma
determinada porcentagem mais a inflação, isso significa que ele mantém o
valor do dinheiro corrigido pela inflação, impedindo que seu dinheiro perca
valor de compra.
Este título costuma ser usado por
pessoas que querem proteger o seu dinheiro da perda de valor de compra
provocado pela inflação e ainda receber juros.
Tesouro IPCA+ com
Juros Semestrais
Esses títulos públicos são semelhantes
ao Tesouro IPCA+. Contudo, existem algumas diferenças, como você já deve
ter percebido cada título tem sua própria rentabilidade então essa é uma das
diferenças, a outra diferença é que ele se comporta como o Tesouro Prefixado
com Juros Semestrais, ele paga o investidor a cada seis meses com o
chamado cupons semestrais.
O título Tesouro IPCA+ com Juros
Semestrais é outra opção para o investidor que quer receber uma renda
semestral. Mas agora com a vantagem de ser corrigido pela inflação, coisa que o
Prefixado com Juros Semestrais não faz .
Como já entendemos como funcionam os
títulos como juros semestrais sendo eles os Tesouro IPCA+ com Juros
Semestrais e o Prefixado com Juros Semestrais é importantíssimo
saber que os títulos que pagam rentabilidade a cada seis meses sofrem a
incidência de IR, a cada seis meses.
Tesouro RendA+
O Tesouro RendA+ é o título mais recente a ser
lançado pelo Tesouro Direto este título público estará disponivel para os
investidores a partir do dia 30 de janeiro de 2023, esse produto da renda fixa
foi pensado para complementar a aposentadoria do investidor.
O Tesouro RendA+ poderá contar com uma
novidade que é exclusividade dele, ele poderá ser comprado com o pagamento
inclusive via PIX.
Como dissemos antes, o Tesouro RendA+ é
um título pensado para uma aposentadoria complementar, é por este motivo que
ele tem o “A” maiúsculo de aposentadoria no nome “RendA+” do título público,
esse título promete proteger o poder de compra do investidor assim como o
Tesouro IPCA+ já o faz.
Porém existe uma grande diferença entre
o Tesouro RendA+ e o título indexado à inflação (Tesouro IPCA+) esta diferença
se dá no resgate do investimento aplicado, isso porque, no final do prazo do
investimento no tesouro IPCA+, o investidor receberá o capital investido mais a
rentabilidade do título, porém o resgate do tesouro RendA+ será distribuído em
um período de 20 anos, ou seja, em 240 meses.
Como funciona o Tesouro RendA+
O investidor ao comprar este título, ele deverá escolher uma data de
resgate do título e a partir desta data ele passará a receber as parcelas do
seu investimento para assim complementar a sua aposentadoria por 20 anos (240
parcelas).
As parcelas recebidas por 20 anos do RendA+ serão corrigidas mensalmente
pela inflação, garantindo o poder de compra do investidor.
Prazos de resgate
O investidor, como foi dito, vai ter que escolher uma data entre as oito
datas disponíveis para que ele possa começar a receber as parcelas do RendA+,
as datas são: 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065.
Do período de compra até o dia da data escolhida, o investidor poderá
comprar frações do título e assim ir acumulando mais frações deste título, o investidor
vai poder fazer o agendamento de compras mensais no site do Tesouro Direto.
Do período de compra até o dia da data escolhida, o investidor poderá
comprar frações do título e assim ir acumulando mais frações deste título, o
investidor vai poder fazer o agendamento de compras mensais no site do Tesouro
Direto.
Liquidez diária e
tributação
Os títulos RendA+ vão ter liquidez diária após 60 dias após o dia da sua
compra, o investidor não vai ter a possibilidade de vender seu título nos
primeiros 60 dias a partir da sua compra.
Como é a tributação deste título, vai seguir as regras da tabela
regressiva do imposto de renda.
Prazos de resgate
O investidor, como foi dito, vai ter que escolher uma data entre as oito
datas disponíveis para que ele possa começar a receber as parcelas do RendA+,
as datas são: 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065.
Do período de compra até o dia da data
escolhida, o investidor poderá comprar frações do título e assim ir acumulando
mais frações deste título, o investidor vai poder fazer o agendamento de
compras mensais no site do Tesouro Direto.
Liquidez diária e tributação
Os títulos RendA+ vão ter liquidez
diária após 60 dias após o dia da sua compra, o investidor não vai ter a
possibilidade de vender seu título nos primeiros 60 dias a partir da sua
compra.
Como é a tributação deste título, vai seguir as regras da tabela regressiva do imposto de renda.
Títulos privados
Títulos privados, como já diz o nome,
são títulos emitidos por diferentes entidades para arrecadar recursos. Vamos
conhecer alguns criadores de títulos privados que podem ser emitidos por
bancos, instituições financeiras ou empresas.
Assim como os títulos públicos, os
títulos privados também têm diferenças entre cada um deles, há também regras
diferentes de tributação, e cada título tem o seu próprio risco, etc.
É por este motivo que é importante
estudar os detalhes de cada título, assim você vai encontrar o investimento que
te interessa e ainda vai entender as regras que se aplicam ao título que você
escolheu para investir.
Lembrando que nos casos dos títulos
públicos fazemos um empréstimo para o governo, já no caso dos títulos privados
fazemos um empréstimo para uma entidade privada.
Porém mesmo que esses títulos sejam
emitidos pelo setor privado, eles têm uma taxa de rentabilidade definida na
aquisição deste título, por isso ele é classificado como renda fixa.
Do mesmo jeito que fizemos uma lista
com os títulos públicos, fizemos uma lista com os títulos privados disponíveis
no mercado, assim como também explicaremos as informações de cada tipo de
título privado, confira Abaixo.
- CDB
- LCI/LCA
- Debêntures
- Letra
de Câmbio
- CRI/CRA
- Fundos de Renda Fixa
CDB
CDB é uma sigla que
significa Certificado de Depósito Bancário, o CDB é um dos investimentos
mais populares da renda fixa.
O CDB é um título que possibilita o
investidor a emprestar dinheiro para o banco e em troca disso recebe juros pela
aplicação em um determinado período.
Isso mesmo, você não leu errado, você
pode emprestar dinheiro para os bancos.
Vale lembrar que os CDBs também têm
garantia do FGC.
Além disso, podemos encontrar uma
diferença na remuneração do CDB que pode ser uma daquelas três vistas anteriormente,
lembra-se delas, a remuneração dos títulos de renda fixa podem ser: pré-fixada,
pós-fixada ou híbrida.
Quanto aos prazos, o investidor pode
encontrar esses títulos com liquidez diária, que podem ser resgatados em
qualquer dia, até títulos com vencimentos superiores a três anos. Contudo
devemos lembrar que o CDB sofre tributação de IR e algumas vezes de IOF também.
LCI/LCA
Assim como o termo CDB é uma sigla, os
termos LCI e LCA também são siglas que significam Letra de Crédito
Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio.
Esses títulos ajudam a financiar os
bancos, para que estes possam auxiliar estes setores imobiliários e o
agronegócio.
Os títulos LCI e LCA contam com a
segurança do FGC. Contudo estes títulos têm uma vantagem adicional, eles não
sofrem a incidência de IR.
Debêntures
A debênture é um instrumento
usado pelas empresas para captação de recursos para o financiamento de seus
projetos.
As empresas emitem estes títulos para
arrecadar dinheiro sem ter que pedir empréstimos aos bancos e aos seus
acionistas.
É importante saber que este título não
possui garantia do FGC. Assim o investidor não tem a segurança de reaver seu
dinheiro de volta em caso de falência ou encerramento da empresa.
Estes títulos também sofrem incidência
do IR. Mas no caso das debêntures incentivadas, o investidor não precisa
pagar o Imposto de Renda.
A rentabilidade destes títulos também
seguem as três categorias que são pré-fixada, pós-fixada ou híbrida, depende
muito do tipo de debênture que empresa que emitiu.
Letra de Câmbio
A Letra de Câmbio (LC) é um
título muito parecido com o CDB. Mas a principal diferença entre elas é que as
LCs são emitidas pela Instituição financeira e não por bancos como os CDBs.
A rentabilidade é muito parecida com os
CDBs e também encontramos títulos pré-fixados pós-fixados e híbridos no
mercado.
Assim como o CDB, a LC também conta com
a segurança do FCG, dando aquela segurança e tranquilidade a mais para o
investidor.
Contudo devemos lembrar que estes
títulos também estão sujeitos a tributação regressiva do IR.
CRI/CRA
Assim como os termos LCI e LCA são
siglas, os termos CRI e CRA também são que significam Certificados de
Recebíveis Imobiliário (CRI) e os Certificados de Recebíveis do
Agronegócio (CRA).
do mesmo modo que os títulos LCI e LCA,
estes títulos também são emitidos para arrecadação de recursos que são
destinados para o setor imobiliário e de agronegócios. Porém, o CRI e o CRA são
títulos que não contam com garantia do FGC.
do mesmo jeito que os LCI e LCA
os títulos CRI e CRA também não sofrem incidência de Imposto de Renda.
Fundos de Renda Fixa
Você conhece os Fundos de Renda Fixa,
eles não são uma aplicação de renda fixa, mas é um meio para o investidor
adquirir os produtos de renda fixa, como o Tesouro Direto e o CDB.
Nos Fundos de Renda Fixa, praticamente
todo o patrimônio líquido do fundo é investido em cotas de fundos de
investimento, ou diretamente em títulos públicos, ou privados.
Ao comprar um fundo, o investidor
vira cotista deste fundo.
Os fundos no mercado financeiro são
administrados por uma instituição financeira que tem o papel de definir as
principais características da carteira, seus objetivos e políticas de investimento.
É obrigação da instituição financeira prestar um conjunto de serviços
relacionados ao funcionamento e à manutenção do fundo.
Além disso, eles são geridos por um
gestor que tem a tarefa de adquirir bons ativos de renda fixa, isso porque o
gestor deve aplicar pelo menos 80% dos recursos do fundo em ativos de renda
fixa, o principal fator de risco é a variação da taxa de juros ou de índices de
preços que é o IPCA.
Um adendo importante que devemos fazer
é que o investidor deve avaliar o desempenho do fundo em relação ao seu índice
de referência, isso porque o fundo deve no mínimo acompanhar o seu índice de
investimento.
Essa é uma forma que o investidor tem
para escolher um investimento mais seguro, já que o fundo de renda fixa
não tem a garantia do FGC.
Além disso, é importante lembrar que
existem fundos com taxas de administração muito altas. Isso gera um
retorno muito baixo para os seus cotistas.
CDI
O CDI é uma abreviação, uma sigla que
significa Certificados de Depósitos Interbancários. Esses depósitos
interbancários são títulos emitidos pela instituições financeiras com o
objetivo de lastrear as operações no mercado interbancário.
Esses títulos são empréstimos de
curtíssimo prazo que tem duração máxima de 24 horas e os bancos fazem este
empréstimo entre eles com o objetivo de sanarem seus caixas.
O CDI é usado pelos bancos para
equilibrar todo o sistema bancário, é através dele que os bancos com caixa
positivo podem ajudar os bancos com o caixa negativo, permitindo que estes
bancos fechem o dia com saldo positivo.
Isso porque existe uma norma que obriga
os bancos a terminarem o dia com saldo positivo.
O CDI possui as mesmas características de um título CDB porém este é restrito aos bancos, contudo, as negociações dos títulos CDI são realizadas no chamado mercado interbancário.



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